Tonight is What Means to be Young

Publicado: setembro 4, 2008 em general insanity, movies, music, real life

Às vezes me pego pensando em coisas que não deveriam ser tão importantes assim. Em palavras que proferi, em movimentos do outro lado da vitrine, em músicas de décadas passadas que reverberam como se recém tocadas pela primeira vez. E talvez seja exatamente isso que ressoa: o primeiro toque, inesquecível, indelével, delicioso. Talvez seja esse o sentido da lembrança. Talvez seja como os fios que compõe uma música. Tecidos de padrões e fábrica variados, tingidos das cores de como sentimos aquele momento, no paradoxo da absurda proximidade e melancólica distância.

E então eu desperto, aturdido pela realidade não menos indelével e deliciosa. Feita de tons amenos que serão exarcebados pela memória e de gritantes destoares que serão sussurrados tons-de-cinza, tão suaves que mal saberemos que eles estão lá.

É assim a (minha) vida. Cheia de tons e meios-tons, com os fios d’ouro e prata, adornando os tecidos aveludados do céus.

Prontos para serem jogados aos teus pés.

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comentários
  1. disse:

    não jogue os tecidos de céu por terra se não estiver preparado para ver os pés partindo e deixando o barro
    pérolas aos porcos
    humpf!
    😛

  2. Thiago Marchetti disse:

    É a triste sina do homem: Arriscar tudo.

    Ou nada viver.

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