Crushed

Publicado: março 22, 2008 em general insanity, music, series

2:03am.

Estava a devorar um vidro de cerejas em conserva e assistir meus seriados. O episódio Traveler, da sétima temporada de Smallvile, me chamou especialmente a atenção.

O episódio trata de revelar a existência de uma sociedade até então secreta chamada Veritas (verdade em latim, ou próximo disso) cujo objetivo era observar e proteger um viajante espacial que havia chegado à Terra durante um meteor shower (que é obviamente nosso herói, Kal-El de Krypton). Acontecem várias coisas interessantes nesse episódio, e uma delas é que ele foge um pouco da mesmice que é uma marca registrada de Smallville desde a primeira temporada. E ele faz isso através de uma narrativa tremendamente mais dinâmica do que a média do seriado. Há aqui uma sensação de evolução na história dos personagens e, portanto, do microverso do qual a série trata. Embora tudo isso seja massa e me deixe cheio de sentimentos felizes, não é por isso que ele me chamou especialmente a atenção.

Smallville sempre teve um tratamento especial com sua fotografia. Consistente e cuidadoso, manteve uma coerência exemplar na escolha das cores através das sete temporadas. Escrevi um trabalho sobre isso para minha cadeira de direção de fotografia inclusive, embora tenha a impressão de que tenha escrito um monte de porcaria. Portanto, não tentarei reproduzir aqui tal relato ou sequer tentarei re-explicar. É bom e deu. O que vem para complementar o cuidado fotográfico aqui é a música. Não sei se trocaram de compositor, ou se finalmente o roteiro foi interessante o suficiente para fazer o músico querer ouvir as músicas que escreveu para o episódio antes de entrega-las, mas o fato é de que elas são incrivelmente complementares na narrativa. Elas se movem do seu, usualmente, estado de música de elevador e vem para um segundo plano permeando o primeiro durante as ações e importante diálogos dos personagens. Bem orquestradas. Emocionantes. Thumbs up.

Agora, o que me motivou a mover minha lindíssima bunda do meu sofá e vir aqui escrever essas palavras é da crueldade que esse episódio me mostrou. Ele me fez sentir mal, triste. Coisas ruins aconteceram de maneiras especialmente bem pontuadas. De maneira simples e fria, me fez sentir como se um pedaço da luz do mundo tivesse permanentemente se apagado. Disse a senhorita Patricia Swann:

Mesmo com todo o poder do Sol, metade do planeta está sempre mergulhado em escuridão.

E não é  que é a mais absoluta verdade?

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comentários
  1. A Confeiteira disse:

    A lindíssima bunda ficou triste? Óóhhnnn… 😦

    Tu podia ao menos ter spoilerado mais o episódio… Fiquei curiosa agora…

  2. Lilith disse:

    Mesmo com todo o poder da escuridão, metade do planeta está iluminado.

    Tudo na vida depende da forma como você vê as coisas.

  3. disse:

    e o que você fez com o caldo da cereja?
    (apenas coletando umas dicas)
    😛

  4. grande marchetti

    por falta de email te convido para entrar no meu blog via blog

    dom-fernando.blogspot.com

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