I Know Who Killed Me

Publicado: janeiro 21, 2008 em movies

Se você pretende ver o filme com o título acima, aconselho que pare de ler agora. Spoilers seguirão.

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“I Know Who Killed Me” supostamente conta a história de uma garota que é sequestrada, mutilada, encontrada e então, uma vez acordada, afirma categoricamente que não é a garota que desapareceu.

Eu juro. Sério. Eu não inventei isso. É mais ou menos isso que o trailer a sinopse do filme explicam. O fato é que a história é realmente mais ou menos isso. Aliás, acho que esse é o problema. O filme é mais ou menos um monte de coisas. É mais ou menos sobrenatural. É mais ou menos gore. É mais ou menos um drama. É mais ou menos um thriller. E é mais ou menos uma desculpa para a Lindsay Lohan se vestir como uma stripper (eu sei, é um conceito estranho) e ser paga por isso.

O filme tem pontos interessantes though. Fica evidente que houve um cuidado especial com as cores. O azul e o vermelho são utilizados para criar uma plástica muito peculiar em vários momentos. Trabalho criativo muito… bem, criativo. Tão criativo que, com exceção do motivo de ficar bonito, eu não consigo ver uma razão para as modificações de tons utilizadas através do filme. Claro, isso pode ser apenas uma gigantesca insensibilidade da minha parte, e se for isso eu peço aqui desculpas já para o sr. Svertson (embora eu acredite pouco provável que ele vá um dia saber da minha injustiça para com ele). A trilha sonora é boa. Boa no estilo “músicas boas”, como “Massive Attack” (eu juro que tem um Massive Attack ali) e não no sentido de ambientação. Mas no que a música e trabalho de cor falham em proporcionar, a montagem e fotografia oferecem abrigo ao espectador. São como fagulhas de genialidade que oferecem uma boa dose de ansiedade, suspense e alguns pequenos sustos. Algumas das sequências são, infelizmente, um tanto confusas, mas se você é daquelas pessoas que pode apenas se encostar no sofá e curtir uma boa composição de tensão e alguns planos se conectando de maneira um tanto onírica, essas sequências podem ser bastante proveitosas.

A atuação da srta Lohan não acrescenta muito, exceto pela excelente cena em que ela apresenta sua performance como dançarina exótica num clube de cavalheiros. Ela consegue deixar transparecer a essência do personagem, todo o drama dela através daquela roupa colada e minúscula, enquanto se enrosca e desenrosca do poste de metal. Se você é um fã da srta Lohan (sabe-se lá exatamente por que), é uma cena imperdível.

O filme tem início, meio e fim bem definidos, embora ele não se resolva de uma maneira satisfatória, pelo menos para mim. Mas eu sou um chato, como vocês já devem estar carecas de saber. O melhor adjetivo que posso achar para a atuação de todos é “genérica”, a trama parece tirada de um episódio da “Twilight Zone”, com planos bonitos e interessante sequências oníricas. Ótimo para ser assistido em uma noite tempestuosa em que você não esteja muito disposto a se esforçar mas deseja ter seus receptores visuais e auditivos estimulados.

Ah, eu sei. Esse texto não contém realmente spoilers. Mas eu pensei que escrever que tinha ia fazer com que mais pessoas lessem até o final na esperança de descobrir do que diabos esse filme fala de verdade. Mas para descobrir isso, vão ter que gastar as quase duas horas que tive que gastar.

“I Know Who Killed Me” foi escrito por Jeff Hammond, e dirigido por Chris Svertson. Com Lindsay Lohan, Rodney Rowland, Paula Marshall, Julia Ormond e Neil McDonough. USA, 105 min. Rated R.

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