The Wheel of Time

Publicado: setembro 19, 2007 em general insanity, series

As folhas das árvores mudam de cor, o sol navega nos céus em rumo incerto e flocos de algodão não caem do céu como na Pennsylvania. As cores e as noites são tudo que temos para sentir as estações. Mas o tempo passa. Quero dizer, nós passamos pelo tempo. O tempo não se mexe. Ele está ali, esperando. A qualquer momento podemos visitá-lo e correr com ele, brincar como se meninos em uma primavera doce, ou podemos sentar ao lado dele e observar o cuidadoso dançar das estrelas enquanto esperamos para nos encontrar com todos aqueles que amávamos e que se foram para onde não podíamos segui-los.

Eu visito o tempo agora. Ele me recebe com um sorriso no rosto, se levanta e me convida para dar uma volta. Caminhamos enquanto lembramos de nossas peripécias juntos e de todas as coisas que decidimos não fazer. Gritamos sobre as amoras roubadas, os amores escondidos, o nervosismo tolo de todas as primeiras vezes. Falamos baixinho das noites perdidas em pensamento, das pessoas que nunca souberam, das vezes em que nos abraçamos e apenas ficamos parados como cervos diante o derradeiro farol de um carro.

E também falamos de coisas que dissemos e que ouvimos. E é estranho em como as mesmas palavras se apropriam de tons e sons diferentes. É estranho que ouçamos elas não com o que está nas orelhas mas o que está no peito.

“at this moment there are 6.470.818.671 people in the world
some are running scared
some are coming home
some tell lies to make through the day
others are just now facing the truth
some are evil men at war with good
and some are good struggling with people

six billion people in the world
six billion souls
and some times
all you need is one”

Mas não são as palavras que mudam. Elas são as mesmas.

Nós não.

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comentários
  1. Carol disse:

    Depois tu diz que não entende o que as mulheres querem dizer com “olha o tom que tu está falando”…

  2. King of Hearts disse:

    É estranho que ouçamos elas não com o que está nas orelhas mas o que está no peito.”

    Eu acabei de dizer que é estranho. Que acontece, acontece. Eu só não entendo.

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