Depois de mais um hiato magnífico, cá me encontro novamente. É estranho como essa minha falha é circular, e enervantemente (ah, os neologismos) previsível. Coisas previsíveis, porém, nem sempre são ruins. Existe um certo valor na familiaridade do lugar-comum, que não deve ser subestimada – afinal, existe uma razão para tal lugar ser tão freqüentado. [...]
Arquivo da categoria ‘general insanity’
Depois de meses sem nada escrever cá estou, numa situação que evoca sensações nostálgicas in yours truly. Lembra-me de uma dessas tantas madrugadas em que estava desperto na noite, acompanhado da luz amarela do abajur e do som incessante do cooler do computador aberto, e que seria indigna de nota senão por um acontecimento fortuito. [...]
É madrugada. Luzes no prédio a frente acendem e apagam através da noite. Ouço o som baixo de um coro recitando palavras em uma língua que suponho que seja latim, porém não presto atenção o suficiente para compreender. Minha mente está em outro lugar. Acabo de assistir à um filme que foi vendido como uma [...]
As palavras são atraentes. Soam como um carícias, sopro. Soam como o som das asas dela. “And then, fighting to stay asleep, wishing it would go on forever, sure that once the dream was over, it would never come back… you woke up.” Sempre.
And it happened again. Sometimes I feel like something is inherently wrong with the world. Like, there is an universal law written somewhere, hidden within a place of power and protected from the eyes of mortal men and women. During those moments, I try and force myself to find some kind of reassurance on the [...]
Chovia ironicamente naquela noite em Barro Seco. Bruno bateu a porta quando entrou no apartamento e chutou a primeira coisa disponível, que, para sua infelicidade, era uma conjunto de banco e mesa de metal cromado. A dor do contato veloz e nada gracioso de seu pé contra o conjunto, que permaneceu imóvel após o incidente, [...]
“Does this darkness have a name? This cruelty, this hatred. How did it find us? Did it steal into our lives or did we seek it out and embrace it? What happened to us? That now we send our children out into the world like we send young men to war, hoping for their safe [...]
Este é um daqueles momentos caros, quando sou lembrado por palavras proferidas, imagens (i)maginadas e melodias entonadas: sou escravo das ficções do meu coração (e brega e piegas), e ele canta o seguinte para mim: “I wonder why I’m so caught off guard when we kiss. I rather live my life in regret than do [...]
Sou um contador de histórias desde muito pequeno. E antes que alguém avance com o pensamento que tal sentença quer dizer que eu mentia muito quando criança, bem, eu fiz isso, mas não é isso que quero dizer. Quero dizer que desde muito cedo imaginava ficções, histórias que se passavam em lugares parecidos com os [...]
Pessoas são estranhas. Qualificamos com esse adjetivo todas as que não conhecemos. O conceito de conhecer pode ser ampliado, dependendo das idiossincracias de um indíviduo específico. Para José, por exemplo, todos aqueles que não são de sua cidade natal, Monte Branco, são estranhos. Tudo que ele sabe sobre aquelas pessoas é que não são do [...]