Star-Jarring Lament

Alone she sleeps in the shirt of man
With my three wishes clutched in her hand

The first she be spared the pain
That comes from a dark and laughing rain
When she finds love may it always stay true
This I beg for the second wish I made too

But wish no more
My life you can take

To have her please just one day wake

Corta.

Published in: on May 17, 2008 at 1:29 pm Comments (2)

Cold and Broken

coldandbroken01

Há um balanço por aí que ainda não consegui encontrar. Não o brinquedo, feito de uma tábua onde a pessoa senta e ladeada por um par de correntes que sobem até alcançar uma haste de mental horizontal e balança-se tão suavemente ou não quanto tal pessoa desejar. Estou falando de equilíbrio físico, emocional, intelectual e existencial.

Imagino como pode ser difícil encontrar tal balanço. Não consigo sequer começar a imaginar como é alcança-lo, porque significaria um equilíbrio em todas as coisas. No assentar do pó sobre os móveis da casa, no observar a água escorrer pelo lado de fora da janela em um dia especialmente cinza e chuvoso, no esperar um bolo, cheirando a delícias tamanhas que vivemos duas vidas só no espaço entre o inspirar e o abrir os olhos novamente. A vida pode ser sobre essa busca, sobre a jornada finita do ser humano atrás esse balanço.

Mas digresso. Na verdade, não foi sobre isso que vim falar. Só vim aqui falar sobre um frio e partido aleluia.

“I heard there was a secret chord
that David played and it pleased the Lord
but you don’t really care for music, do you
well it goes like this: the fourth, the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah

baby i’ve been here before
I’ve seen this room and I’ve walked this floor
I used to live alone before I knew you
I’ve seen your flag on the marble arch
but love is not a victory march
it’s a cold and it’s a broken hallelujah

well there was a time when you let me know
what’s really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when i moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

well, maybe there’s a god above
but all I’ve ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
it’s not a cry that you hear at night
it’s not somebody who’s seen the light
it’s a cold and it’s a broken hallelujah

hallelujah”

Uma hora dessas eu entendo o que quis dizer com tudo isso. Sintam-se livres para faze-lo antes de mim.

Published in: on May 16, 2008 at 6:26 am Comments (0)

Life That is Not What it is

Há algo na imaginação humana que simplesmente me comove.

Certas palavras, escritas ou pronunciadas. Certas cenas, descritas nas folhas ásperas e aconchegantes  de um livro, ou emitidas por canhões de luz e reforçadas pelo som vívido que saem das suas caixas. É a água correndo. São os cães uivando. São as lágrimas que caem. É o sofrimento humano.

Uma cena dessas é como um cheiro. Traz memórias e sentimentos que nem sabia que haviam dentro de mim. Corro com astronautas ensandecidos lutando e caindo a milhões de quilômetros por hora em um espaço infindável, em busca de lugar para chamar de lar. Acompanho irmãos tentando salvar o mundo do que existe na sombra entre o dia e a noite, e tentando salvar a eles mesmos no processo. Venho ver e vivo a vida não-vivida por mim e por outros, mas experimentada por todos nós naquele momento. Imaginada, ali e, agora, aqui.

Estes são os quadros e esculturas do novo mundo. Estas são as virtudes do meu universo. São parte da vida que escolho viver todo o dia. Mas só parte dela.

Tem toda aquela parte que não foi imaginada, mas é humana. E simplesmente me comove.

Pieces of May

Estava singrando o vazio da madrugada, quando encontrei, na casa de alguém que importa, algo importante. Era, quase ad verbatim, assim:

E eu que nunca soube dizer… Imagina agora. Agora que chove em meus feriados, e as manhãs são todas frias. Lá fora e aqui dentro. Imagina agora que não diferencio mais o que vem de fora e o que é de mim. Não diferencio mais presente e passado. E se nunca soube o que é real ou não… Imagina agora. E se o lugar que encontrei é arriscado? E se a minha segurança é a corda que balança tentando ligar dois pontos? E se eu quero jogar tinta preta na parede branca? E se eu quero assim, o mais óbvio possível, como preto no branco? E se só acho uma tinta branca pra tentar pintar minhas verdades nas paredes brancas dos meus sonhos? E se é assim então, as coisas se perdem. Minhas verdades se perdem. Minhas verdades vão indo, cada vez mais saturadas nesse mar de falsas esperanças. E eu não sei mais no que acreditar. Eu só o nó na cabeça de Jack.

… Não fuja. Mas eu não sei mais o que é não fugir. Eu sou o pé atrás. Eu sou a dor de se dividir. Não. Eu não sei mais o que é não fugir. Não sei o que é aceitar a posição que me deram. Não sei o que é não se mover. Não sei o que é não duvidar. Não, meu bem, eu não aprendi a confiar. Eu sou o espírito auto-destrutivo de Jack que não sabe mais o que é fazer dar certo. Eu sou o branco no branco que você não vê. E o plano que tracei pra não acontecer.

Eu sou o erro que eu queria cometer. E sou o erro que grita sempre dentro de mim. E a raiz que sobrou quando você arrancou as esperanças. Eu sou aquela matéria que ficou enterrada na terra, esperando ter algo pelo que crescer de novo. Eu sou a raíz das esperanças que não crescem mais. Eu sou a pá e a vassoura que juntam os cacos que sobraram. Eu sou o tubo de cola que tenta colar os cacos, sem nenhum sucesso.

Eu sou o que sobrou. E então me calo. Então me escondo atrás de palavras curtas e secas. Curtas e secas. Do jeito que eu queria estar. Queria ser a indiferença da Ana. Um deserto que não me dá lágrimas. Mas não. Eu sou a indecisão da escolha. Eu sou o pé atrás na hora de escolher. Eu sou os erros que eu faria todos outra vez. Eu sou a tristeza na hora de ir embora. Eu sou a tristeza na hora de ficar. Eu sou o coração partido de Jack.

Depois, numa sucessão de momentos estranhos, algo que achei que já havia acontecido aconteceu. E logo depois, ouvi alguém, que não é importante, dizer algo que importa. Era, ad verbatim, assim:

You must be good to each other, and to everyone else. Or if you cannot be good, be the least bad you can be.

Fico pensando nesses escritos e no que as pessoas que escreveram ou proferiram tais sentenças queriam dizer com elas. A intenção por trás das palavras. Mas como essas pessoas não podem me explicar, por uma razão ou outra, tudo que me resta é pensar no que entendo dessas palavras.

E não podemos exigir absolutamente mais nada de ninguém. Só esperar.

Published in: on May 9, 2008 at 5:09 am Comments (0)

Force Cage

Tenho várias coisas na minha cabeça.

Começaram como imagens perdidas. Uma aqui, outra lá e depois acolá. Com o tempo, elas foram misturando-se e organizando-se em algo razoavelmente compreensível, pelo menos metaforicamente falando. Mais tarde, quando a poeira começa a se assentar, as imagens, já ordenadas, tentavam fazer sentido umas das outras. Transformaram-se em idéias, noções e sentimentos. Estes então, agora dotados de uma recém-encontrada esperança de um sentido existencial, começaram a trabalhar. Correram para um lado e para o outro até cansar, e descobriram que tinham poderes quase-cósmicos semi-fenomenais, mas estavam presos em uma lampadazinha minúscula. Foi aí que um deles apareceu e constatou que, para cumprir seu destino cármico, teriam que dar um jeito de sair de lá.

E é o que estão tentando até agora.

Published in: on May 5, 2008 at 7:10 am Comments (1)