Just a Line

Ouvi essa frase em um filme:

“Eggs have no business dancing with stones.”

Dead on.

Published in: on February 29, 2008 at 2:58 pm Comments (3)

For Tonight You’re Only Here to Know

Acabei de assistir o episódio homônimo de One Tree Hill e a série mais uma vez me lembrou as razões que me fazem voltar a assisti-la, episódio por episódio.

A premissa inicial é da história de dois garotos, meio-irmãos, que se odeiam e não se conhecem nada bem. Lucas e Nathan, como a grande maioria de nós, são o produto direto da história de seus pais, das coisas que eles fizeram e deixaram de fazer. Isso não seria um grande problema (exceto talvez ao pagar contas de terapia) se os dois não morassem em uma cidade de primeira (marcha) e fossem forçados a conviver num mesmo time de basquete da (única) escola. É assim que começa OTH.

A medida em que os episódios passam, cada vez mais elementos começam a misturar-se na história dos garotos. Num grande passo para séries desse tipo, One Tree Hill tem a coragem de criticar o próprio gênero através de diálogos dos seus personagens, situações absurdas e, mais importante, esperteza para desviar das armadilhas que ameaçam todas as séries de longa duração.

Nas quatro temporadas, e até agora na quinta, OTH teve um forte apela literário através de Lucas. A dele é a romântica história de um garoto no caminho de se tornar um homem. E não um homem qualquer. Um homem bom.

Eu poderia escrever horas sobre como é bem trabalhado o desenvolvimento de certos personagens, ou de como a direção e os roteiros de alguns episódios são simplesmente o material dos quais os sonhos são feitos, mas estou com preguiça. Então, fica a minha conclusão sobre a série.

One Tree Hill é uma série sobre pessoas tentando ser pessoas. As melhores que elas puderem ser.

E ter alguém com quem partilhar isso.

Published in: on February 28, 2008 at 7:43 pm Comments (1)

Beneath

Enough said.

Published in: on February 22, 2008 at 2:18 pm Comments (4)

Alone in a Crowded Room

Da série “Fragmentos” (reeditado, é claro):

Ainda estou surfando aquele vagalhão de estranheza, de cores diferentes das que estou acostumado. Não posso voltar atrás, pois não sei exatamente para onde voltaria. Sei que é escuro, úmido, insuportavelmente quente às vezes e frio demais em outras. É quase como que Porto Alegre, mas sem as pessoas em volta, ou pelo menos as pessoas boas. Sempre há pessoas nesses lugares escuros que guardamos dentro de nós, exceto pelo lugar mais escuros de todos: aquele no qual estamos completamente sós.

Dizem por aí ‘antes só do que mal acompanhado’.

Será?

Published in: on February 21, 2008 at 10:46 am Comments (3)

The Only Ash is Life

Hoje eu fui lembrado que amor, verdadeiro amor, é sobre sacrifícios.

Fui lembrado de que a única coisa que deixamos para trás ao vivermos é a própria vida. A vida que foi. Estamos sempre entre os impossíveis o que pode ser e o que poderia ter sido, mas o assustador fato é de que estamos para sempre atrelados ao que é.

Amarrados. Condenados. Apaixonados. Redimidos.

Vivos.

O verdadeiro amor, é viver.

Let’s drink to that.

 

Published in: on February 20, 2008 at 1:52 pm Comments (1)

One of Us

E se Deus fosse só um de nós?

Se Ele fosse falível?
Como a pessoa sentada do seu lado neste momento. Como nossos pais, nossos amigos. Como aquele(a) que você ama mais do que qualquer coisa nesse mundo.

Se Ele fosse confuso?
Como as pessoas em dias de chuva forte. Como pessoas casadas enamoradas por outras que não seus pares. Como você mesmo.

Se ele fosse um idiota como todo o resto de nós?

E se ele for?

Published in: on February 15, 2008 at 3:08 pm Comments (2)

Not my Valentine

Ventos estranhos sopram nas terras que nos cercam. Um relâmpago triste com a cor de mil verões perdidos corre por entre as nuvens em busca de um lugar para descansar.

Nos teus olhos molhados.
Na tua boca incalável.
No soprar do teu canto.
No delirar do teu coração que, entre todos os outros, colheu o trovão adormecido.
E acendeu o mundo com ele.

Published in: on February 14, 2008 at 9:23 pm Comments (4)

Tell Your Story Walking

Retirada de uma carta eletrônica escrita sem premeditações, mas agora revisada:

As coisas andam estranhas para o meu lado também, só que na minha cabeça. Não ando muito online. Aliás, desde logo antes do Carnaval tenho a impressão que minha personalidade decidiu tirar umas férias e não deixou número para contato. Me sinto meio perdido, meio sonhando acordado. Durante a semana passada inteira não dormi direito, não comi direito, não li direito (na verdade eu não li), deixando as coisas com uma sensação meio fantasmagórica, um terço onírica e um sexto alucinante. É ruim quando as coisas que nos lembrávamos com tanto carinho são violadas, ainda mais de uma forma tão banal que é a violência. Sinto falta dos prédios não gradeados e das crianças brincando na rua, como eu brincava. Hoje são todos cuidados pelos computadores: o msn hospeda suas brincadeiras e last.fm suas reuniões dançantes. É o declínio da humanidade nos seres humanos e o derradeiro encontro com a imagem no espelho que nunca saiu de lá: nós mesmos, totalmente ignorados.

E não é?

Published in: on at 1:05 am Comments (1)

To be

Retirado dos escritos de alguém que importa:

Não se deve confiar nas pessoas que tem medo da solidão, pois elas, na verdade, nunca estão realmente sós. Usam de vários expedientes para preencher com homens, mulheres ou álcool o vazio de sua imaginação. Ignoram que na verdade, a solidão não pode ser preenchida. Ela não tem fundo. De nada serve fugir dela. A solidão é uma amante que precisa que lhe sejamos infiéis.

Eu tenho medo.
Medo que só tenho com ela
Medo com solidão.

Medo de estar sozinho.
Sempre.

Published in: on February 9, 2008 at 8:39 am Comments (2)

Bloody Tears

Fecho os olhos. Muitas das minhas coisas começam assim. Algumas das melhores. Eu deixo o som entrar sem julgamento. As batidas nas teclas do piano cerceam minhas sinapses. Não penso mais. Ouço. Viajo com as notas. Visito vários artistas, todos tocam a mesma música, todos do seu próprio jeito, mas partilham algo em comum.

Todos eles fazem me sentir como se chuva caísse ao redor e em cima de mim.
Todos eles me fazem chorar.

Published in: on February 3, 2008 at 6:28 am Comments (0)