Manifesto

Take a look at me
Because I couldn’t care less at all
Do or die, you’ll never make me
Because the world will never take my heart
You can try
You’ll never break me

I want it all.

Published in: on January 31, 2008 at 1:41 am Comments (1)

A Knight’s Tale Interrupted

Hoje, aos 28 anos de idade, morreu Heath Ledger. Jovem. Jovem demais para não estar mais vivo. Não conheci ele pessoalmente, nem sabia que ele fora casado com Michelle Williams e que tinha uma filha de dois anos de idade. Tampouco sei sobre seus irmãos, pais ou família extendida. Única coisa que sabia era do seu talento. Era um bom ator, com carisma, com coração. Não sei nada sobre a sua vida pessoal para sequer considerar julga-lo pelo seu possível suicídio.

Só posso lamentar a perda de alguém com a minha idade, uma chama brilhante tão repentinamente apagada para sempre. E não estou falando só de Heath agora. Meus sentimentos para as famílias de todas pessoas de 28 anos de idade, ou menos, ou mais, que se foram hoje, ontem e certamente partirão amanhã.

Meus melhores sentimentos.

Published in: on January 22, 2008 at 9:27 pm Comments (1)

I Know Who Killed Me

Se você pretende ver o filme com o título acima, aconselho que pare de ler agora. Spoilers seguirão.

Você foi avisado(a).

“I Know Who Killed Me” supostamente conta a história de uma garota que é sequestrada, mutilada, encontrada e então, uma vez acordada, afirma categoricamente que não é a garota que desapareceu.

Eu juro. Sério. Eu não inventei isso. É mais ou menos isso que o trailer a sinopse do filme explicam. O fato é que a história é realmente mais ou menos isso. Aliás, acho que esse é o problema. O filme é mais ou menos um monte de coisas. É mais ou menos sobrenatural. É mais ou menos gore. É mais ou menos um drama. É mais ou menos um thriller. E é mais ou menos uma desculpa para a Lindsay Lohan se vestir como uma stripper (eu sei, é um conceito estranho) e ser paga por isso.

O filme tem pontos interessantes though. Fica evidente que houve um cuidado especial com as cores. O azul e o vermelho são utilizados para criar uma plástica muito peculiar em vários momentos. Trabalho criativo muito… bem, criativo. Tão criativo que, com exceção do motivo de ficar bonito, eu não consigo ver uma razão para as modificações de tons utilizadas através do filme. Claro, isso pode ser apenas uma gigantesca insensibilidade da minha parte, e se for isso eu peço aqui desculpas já para o sr. Svertson (embora eu acredite pouco provável que ele vá um dia saber da minha injustiça para com ele). A trilha sonora é boa. Boa no estilo “músicas boas”, como “Massive Attack” (eu juro que tem um Massive Attack ali) e não no sentido de ambientação. Mas no que a música e trabalho de cor falham em proporcionar, a montagem e fotografia oferecem abrigo ao espectador. São como fagulhas de genialidade que oferecem uma boa dose de ansiedade, suspense e alguns pequenos sustos. Algumas das sequências são, infelizmente, um tanto confusas, mas se você é daquelas pessoas que pode apenas se encostar no sofá e curtir uma boa composição de tensão e alguns planos se conectando de maneira um tanto onírica, essas sequências podem ser bastante proveitosas.

A atuação da srta Lohan não acrescenta muito, exceto pela excelente cena em que ela apresenta sua performance como dançarina exótica num clube de cavalheiros. Ela consegue deixar transparecer a essência do personagem, todo o drama dela através daquela roupa colada e minúscula, enquanto se enrosca e desenrosca do poste de metal. Se você é um fã da srta Lohan (sabe-se lá exatamente por que), é uma cena imperdível.

O filme tem início, meio e fim bem definidos, embora ele não se resolva de uma maneira satisfatória, pelo menos para mim. Mas eu sou um chato, como vocês já devem estar carecas de saber. O melhor adjetivo que posso achar para a atuação de todos é “genérica”, a trama parece tirada de um episódio da “Twilight Zone”, com planos bonitos e interessante sequências oníricas. Ótimo para ser assistido em uma noite tempestuosa em que você não esteja muito disposto a se esforçar mas deseja ter seus receptores visuais e auditivos estimulados.

Ah, eu sei. Esse texto não contém realmente spoilers. Mas eu pensei que escrever que tinha ia fazer com que mais pessoas lessem até o final na esperança de descobrir do que diabos esse filme fala de verdade. Mas para descobrir isso, vão ter que gastar as quase duas horas que tive que gastar.

“I Know Who Killed Me” foi escrito por Jeff Hammond, e dirigido por Chris Svertson. Com Lindsay Lohan, Rodney Rowland, Paula Marshall, Julia Ormond e Neil McDonough. USA, 105 min. Rated R.

Published in: on January 21, 2008 at 5:26 am Comments (0)

Easy Rider

A noite passada foi como uma sacola de tijolos arremessada contra a minha cabeça. Um reality check if you will. E… eu estou bem. Quer dizer, não está tudo bem, mas eu… eu estou melhor do que jamais pude imaginar que estaria depois de uma noite dessas.

 Foi como acordar de um longo sono. Um sono cansado, fechado, circular, vicioso. Eu estou bem.

 E o resto que vá se foder.

Published in: on January 19, 2008 at 5:38 pm Comments (2)

The Prestige

“…if you could fool them, even for a second, then you can make them wonder…”

Esse fragmento de texto, no contexto apresentado, me parece deveras relevante. Em uma tradução livre “se você puder engana-los, mesmo que apenas por um segundo, então poderá fazer com que pensem”. Esse pedaço ilustre de inspiração jogado no meio da dança entre dois homens obcecados pela arte faz total e completo sentido. Isso de que eles falam é a essência da arte. O engano, a mentira, a promessa feita de que seja o que você estiver vendo, ela não é ordinária, comum, cotidiana como sua vida o é, por mais extraordinária que seja. E não é um feito fácil.

Admiro com fervor aqueles que conseguem. Aqueles que sentem tão intensamente o derradeiro aproximar da estagnação da humanidade, que sentem a iminência do fim da imaginação, do esquecimento de como chegamos até aqui e porque somos o que somos e como somos. Eles sabem. Conjuram suas máscaras e vestem-na todos os dias para proteger o que existe de mais ingênuo dentro deles, e revelam o que está por trás daquelas fendas apenas quando todo o resto da humanidade têm certeza que não pode ser verdade. Mostrar a verdade quando todos esperam não ve-la é a arte que define o ser humano. Define suas lealdades, seus ideais, seus sonhos e esperanças. É o fogo que Prometeus roubou dos deuses e deu para nós e que incendeia a tudo e a todos.

Desde que queiramos deixar queimar.

Published in: on January 15, 2008 at 6:07 pm Comments (2)

All Eternal Things

Forças negras sustentam o universo. Forças centrífugas, centrípetas, fortes, tenazes. Emanações de um lado sinistro e desolado que nem todos os cientistas do mundo poderiam vir a ver. Eles vêem com os olhos mas não registram as imagens em seus corações. Escrevem em cadernos pautados, telas congeladas, quadros esverdeados e em pedaços de papel perdidos na noite insone daquele que sabe que não deve. Dever. Lealdade. Palavras significativas de significados poderosos. Amizade. Tontura. Esquecimento.

A falta do toque. De amar e ser amado.

Feliz ano novo.

Published in: on January 1, 2008 at 4:58 am Comments (1)